por enquanto...
Dias de quietude.
Silencio exposto, alguém parece esperar uma futura eclosão… quase vulcânica de um som meu.
Eu também espero um algo de mim… nutrido das últimas palavras que li na mais prazeirosa fonte, onde não há frase ou oração titubeada… e o veludo da voz, agora em forma de tinta no papel irreal, ainda me acalma, arrancando sorrisos.
Em mim, dentro, muito som a repetir… ecos…
Frases que passeiam num eterno vai e vem. As mesmas de sempre, daquela cartilha imaginária de uma vida planejada à não ter planos.
O melhor é saber que o tempo implacável não é constante, ganha curvas e formas de uma mão que por vezes nos agarra e em outras nos arremessa levemente… assim saltamos sem perceber…
De um foco traçado em linha reta, perambulo em zig-zag, calado e quieto.
Desde sempre, por enquanto...